JuventudeWesleyana.com.br – O senhor tem uma história linda na Juventude Wesleyana. Fale um pouco a respeito de sua trajetória como um Jovem Wesleyano.
Pr. Renato Neves – Obrigado, pelo “história linda”. Realmente, minha juventude está relacionada diretamente, com a Juventude Metodista Wesleyana. Desde, meus vinte anos, tive a honra e o privilégio de dedicar-me quase que integralmente a esta “estranha estirpe de audazes” metodistas. Sou nascido e criado no Metodismo. Aos dezoito anos, fui batizado com o Espírito Santo e ingressei nas fileiras wesleyanas, (no ano de 1984). Logo no início de minha caminhada na Igreja Metodista Wesleyana, fui apresentado, (ano de 1988) pelo Pr. Cláudio Divino, ao Pr. Samuel Gonçalves, na ocasião o diretor regional da Juventude. Nasceu ali uma relação de amizade e carinho muito grande e através deste homem de Deus, Pr. Samuel, conheci e comecei a fazer parte desta “história linda”. Neste ano, fui supervisor de Jovens em Campo Grande. Há uma história (senão linda, hilária) interessante, que marcou o início de minha caminhada na Juventude Wesleyana. Assim que empossado fui, como supervisor de jovens do distrito, pude detectar que as igrejas do distrito de Campo Grande estavam muito afastadas umas das outras e havia um clima, não muito agradável, em função de desentendimentos de um passado muito distante. O processo que comecei a desencadear foi o natural de visitas às igrejas e de atrair os diretores locais a trabalharem comigo na mesa do distrito. Dentro deste processo, a participação e o respeito aos pastores era de fundamental importância. Começamos então a realizar “intercâmbios” entre as igrejas, juventudes se visitando e cultuando a DEUS juntas. Isso tudo visando um Grande Encontro Distrital, que seria nosso primeiro, porém seria no ano seguinte, ou seja, “No ano que vem”. Fui então, a uma reunião com a diretoria da Juventude, presidida pelo Pr. Samuel, no dia 12 de março de 1989 e eu já tinha a data do tão sonhado encontro, seria no dia 14 de abril de 1990. Depois de todas as considerações inerentes a uma reunião de diretoria chegou a hora de acertarmos a agenda e o Pr. Samuel fazia questão de participar de todos os encontros distritais. Cada supervisor apresentou sua data e quando chegou a minha vez, falei com um certo temor, mas sem titubear, “14 de abril” (não falei o ano) na mesma hora o Pr. Samuel pegou a agenda e assustado com o que ele pensava estar muito próximo, disse de maneira ríspida e veemente, (no popular, dando uma bronca) que eu não poderia realizar um encontro com tão pouco tempo. Um silêncio austero tomou conta do ambiente, todos olharam para mim concordando com o Pr. Samuel e de uma certa forma, estranhando como eu poderia realizar um trabalho assim tão rápido. Em meio a este clima, que ficou pesado por causa da bronca, eu quase que sussurrando disse: “Sim, é 14 de abril, só que do ano que vem...” Pronto, uma sonora e escandalosa gargalhada estrondou na sala e o Pr. Samuel ficou muito sem jeito e pediu-me desculpas, porém foi inevitável a gozação e todos me chamando de “O Supervisor do ano que vem!” Com este episódio, comecei a conhecer e ser conhecido por muito outros supervisores, que hoje na maioria são também pastores. Alguns militam ainda em nossas fileiras wesleyanas e alguns em outras denominações, mas todos comprometidos com Deus e dando sua significativa parcela de contribuição a implantação do Reino de Deus em vidas. No RESPIRE (Retiro Espiritual Regional) de 1992, o Pr. Samuel me convidou para ser responsável por setor que na ocasião não estava muito definido, o setor de Louvor e Adoração. Começamos ali a desenvolver esta atividade que hoje é de fundamental importância, não só nos nossos eventos como também nas igrejas locais. Em 1993, o então diretor regional irmão Jessé Cândido, me confirmou como líder do setor regional de louvor. Já havia passado pelo setor de cultivo espiritual. Em 1994, quando estava na eminência de deixar a juventude e me apresentar à comissão ministerial de nossa igreja, veio a convenção em julho e Deus me concedeu a honra de ser eleito Diretor Regional da Juventude Metodista Wesleyana, onde fiquei até julho de 1997. Foram anos importantíssimos para minha vida e meu ministério. Se hoje sou o que sou, pode ter certeza que esta “história linda” contribuiu e muito para minha formação e comprometimento com esta Igreja, a nossa Igreja Metodista Wesleyana.
JuventudeWesleyana.com.br – Há 11 anos atrás, o senhor era diretor regional de jovens (1994-1997). Depois que deixou o cargo, continuou apoiando a Juventude, estando presente nos eventos e atendendo aos nossos pedidos, sempre auxiliando em tudo. Da sua época pra cá, o que mudou na Juventude Wesleyana? Quais as diferenças mais marcantes?
Pr. Renato Neves – O que? Já se passaram 11 anos? Você esta me chamando de velho? (rsrsrsrsrs) É o tempo passou... Sim, muita coisa mudou. Permita-me organizar a resposta em dois aspectos. O primeiro seria o aspecto positivo. Sob este ponto de vista, é claro que aconteceram mudanças significativas, até porque, hoje a rapidez da informação facilita o desenvolvimento de qualquer atividade. Através da internet o alcance é muito maior e uma decisão, uma programação, um projeto pode ser passado de maneira rápida e mais eficiente que na ocasião em que fui diretor. Como dizia nosso saudoso fundador, Bispo Gessé, “a informação produz ação”. Outro destaque que faria, é com relação à conscientização. Acredito que o legado que o nosso Irmão Gustavo Costa herdou, foi que os que o antecederam, e porque não dizer os que me antecederam progrediram, levaram a Juventude a uma consciência de responsabilidade e compromisso com DEUS e com a denominação. Hoje vejo os jovens muito mais “inteiros” do que na minha época, mais inteligentes, maduros, responsáveis, mais capazes, sabendo realmente onde querem chegar. Isso possibilita uma geração mais cônscia e que apresenta resultados práticos e objetivos, respondendo o anseio de nossa sociedade. Afirmo com isso que aumenta a expectativa de crescermos não só em quantidade mais em qualidade ao ponto de alterarmos o rumo das coisas. E olha, os adolescentes também estão inseridos neste contexto. Está vindo ai, uma geração de adolescentes, que serão em breve os jovens, e vão arrebentar, pra glória de DEUS!!! Na minha época, não se tinha esta preocupação tão eminente. Pra você ter uma idéia do nosso avanço, se tivéssemos uma convenção hoje, já teríamos pelo menos uns oito ou nove fortes candidatos a substituir o Gustavo (vida longa ao nosso diretor), mas é verdade, a turma hoje está muito mais capacitada. No aspecto negativo, também temos diferenças marcantes. Um deles é o fato de que um número grande de jovens deixam nossa igreja. Alguns se iludem por propostas de caráter doutrinário. Outros por não terem o acompanhamento devido. Isso me entristece um pouco. Entendo que Deus tem o controle de todas as coisas e Ele nos deu livre arbítrio, porém sinto saudades de irmãos que quando jovens batalharam muito pela Juventude Wesleyana, pela Igreja Metodista Wesleyana e hoje já não estão mais conosco. Acredito que este problema tem até uma solução. Seria um desafio para nosso Diretor Gustavo fazer nossa juventude atual mais comprometida, mais apaixonada por nossa igreja, nossa denominação.
JuventudeWesleyana.com.br – Como aconteceu o seu chamado? Conte-nos um pouco sobre o seu ministério.
Pr. Renato Neves – Minha chamada, acredito, é conseqüência do desejo profético de minha mãe. Ela sempre disse que eu seria um pastor. Quando criança, ainda na Igreja Metodista do Brasil, em São Paulo, tinha um envolvimento muito grande com as atividades e sempre participava atentamente a tudo. Isso sem falar das minhas brincadeiras. Quantas vezes cheguei da igreja e reproduzia tudo que acontecia no culto, sozinho, na sala de minha casa. Fazia da mesinha de centro o meu púlpito e das almofadas minha congregação. Repetia cada leitura, cada hino e pregava para minhas “ovelhas” (almofadas) com o mesmo ardor que o pastor pregava no culto. A igreja metodista da qual fazia parte, tinha um regime muito tradicional. Não havia muita manifestação de glorificação, esta coisa de “aleluia!”, “Glória a DEUS!”, não era comum em nossas reuniões. Batismo com o Espírito Santo então, nem pensar. Pessoas caírem endemoniadas, nunca tinha visto. Uma vez, em visita aqui no Rio de Janeiro, onde todos nossos parentes moram, minha mãe me levou em um culto da Assembléia de Deus. Nem preciso falar que fiquei assustadíssimo com o barulho e com as pessoas pulando, cantando entusiasticamente, batendo palmas, falando em línguas. Mas o que mais me impressionou, foi quando houve uma manifestação demoníaca. Uma pessoa caiu no chão e os obreiros, imediatamente, foram e oraram expulsando aquele demônio. Assustadíssimo, (para não dizer apavorado) perguntei a minha mãe de que se tratava aquilo. Ela me respondeu sombriamente: “- É o diaaaaaaaabo...” Calei-me engolindo saliva, mas quando a pessoa ficou liberta, todos começaram a glorificar mais efusivamente e davam brados de glória e louvor a DEUS. Isso mexeu comigo. De volta para casa, resolvi continuar o trabalho de culto, com minhas almofadas. Não é que uma delas caiu endemoniada também? (rsrs) Não perdi tempo, no mesmo pique dos obreiros assembleianos, expulsei aquele demônio que atormentava minha almofada, digo minha ovelha, mas minha mãe não entendeu assim e chamou-me atenção de maneira veemente. Cresci assim. Totalmente envolvido e comprometido com DEUS. Aos dezoito anos depois da experiência do Batismo com Espírito Santo, meu ministério foi apenas avançando. Tenho aprendido que há da parte de DEUS promessas para minha vida e quem tem promessa, avança!!! Hoje sou conseqüência do investimento de pessoas importantes. (Irmã Maria Alves, minha mãe e de muitos líderes, pastores e professores de Escola Bíblica Dominical).
JuventudeWesleyana.com.br – Alguns pastores se dedicam muito ao ministério e acabam deixando a família de lado. Por causa disso, podem ganhar muitas almas para o Reino, mas perdem a esposa e os filhos. Como conciliar a vida de pastor, pai e esposo?
Pr. Renato Neves – É triste esta realidade. Porém, até nisto fui privilegiado. Houve um período de minha vida que tive a honra de trabalhar com o Pr. Silmar Coelho. Seus preciosos conselhos me ajudaram a não cometer equívocos nesta área. Sempre priorizei a minha família. Importante estar atento que a família deve estar envolvida com um compromisso direto com Deus. O comprometimento com as atividades da igreja será conseqüência de um verdadeiro e genuíno comprometimento com Deus. Com isso a conciliação torna-se não só mais fácil como também mais saudável.
JuventudeWesleyana.com.br – Na sua opinião, o que não pode faltar na vida de um pastor?
Pr. Renato Neves – Unção, amor, humildade, Palavra de DEUS, oração, convicção da chamada, fé, equilíbrio, firmeza, autoridade, santidade, intrepidez, vontade de aprender sempre, pastoreio (pastores que pastoreiam pastores), paciência, bondade, fidelidade, lealdade, amizade, compromisso e respeito com os respectivos líderes. Não há como ser pastor, se não houver estes quesitos. Entendo que não pode faltar nenhum deles.
JuventudeWesleyana.com.br – O senhor também é conhecido como um ministro de louvor, desde os tempos da Juventude. Qual é a importância do louvor na vida da Igreja?
Pr. Renato Neves – Sempre tive uma posição muito clara com relação a este assunto. O assunto “Louvor e Adoração” na Igreja hoje é de fundamental importância, assim como a pregação da Palavra de Deus. Entendo que nossas reuniões precisam estar pautadas nestas três vertentes (Louvor, Adoração e Palavra) que com certeza abalizam o verdadeiro culto ao nosso Deus. Creio em um culto totalmente voltado para a Palavra de Deus, Palavra cantada e Palavra Pregada. Precisamos nos conscientizar disso. Assim como temos pessoas que se dedicam para a pregação da Palavra orando e estudando, enfim se preparando, entendo que os que ministram louvores na Casa do Senhor, precisam estar se preparando a cada dia. Orando e estudando também. Isso impulsiona de maneira especial e objetiva nossas reuniões e as tornam mais atraentes do ponto de vista espiritual, pois todo ambiente é preparado, como que pavimentando o coração de quem quer cultuar a Deus.
JuventudeWesleyana.com.br – A área de Louvor tem uma grande visibilidade e infelizmente, muitos adoradores estão se tornando artistas, cultos se transformando em shows, desviando o verdadeiro alvo da adoração. Como vencer esta tentação? Como lidar com o sucesso?
Pr. Renato Neves – Em primeiro lugar ser crente de verdade. Sabe aquele Assunto de Jesus, com a Mulher Samaritana? (João 4:23 e 24) É isso que precisamos. Nós que somos Pastores, temos uma parcela de responsabilidade muito grande acerca deste assunto. Precisamos entender que não podemos simplesmente admitir um cantor, um músico, um dirigente (enfim, levitas) por que ele ou ela canta ou toca bem. Tem que haver conversão genuína. Outro item que é de relevante responsabilidade do Pastor é a instrução. Por que se canta nos cultos em nossas igrejas? Por que tem música? Qual o objetivo de nossas canções? Quem deve ser o ALVO das músicas e letras que entoamos em nossas reuniões? Isso tudo precisa estar muito bem esclarecido aos que ministram musica, louvor e adoração em nossas igrejas. Se assim fosse, teríamos homens e mulheres de Deus, conscientes e comprometidos com o Reino. Não haveria espaço para “artistas” nem “shows” em nossos arraiais.
JuventudeWesleyana.com.br – Devemos fazer o melhor para Deus. Em busca de um aperfeiçoamento técnico, muitos músicos deixam de lado a busca pela Unção de Deus (vida devocional e etc). O oposto também acontece. Pois, muitos consideram que só a Unção é suficiente e desprezam o conhecimento musical. Como encontrar o equilíbrio? Como evitar os extremos?
Pr. Renato Neves – Uma vez consciente da responsabilidade de ser verdadeiramente um adorador, o equilíbrio vem como conseqüência.
JuventudeWesleyana.com.br – A igreja que o senhor pastoreia (IMW em Figueira) está gravando um CD. Como nasceu este projeto?
Pr. Renato Neves – O Projeto nasceu no Coração de DEUS. Quando percebi o potencial da turma da igreja de Figueira, fiquei impressionado. Conversando com Marquinho Menezes, (nosso produtor) ele orientou acerca da tramitação e de quais seriam os passos a serem tomados. Quando ele também ouviu nossa turma e teve contato com o MILAD WESLEYANO, ele também se impressionou e abraçou a idéia. Ao longo tempo que estamos neste projeto, Deus tem nos mostrado Sua Fidelidade e Seu Amor.
JuventudeWesleyana.com.br – Fale-nos um pouco sobre este trabalho musical (tema, músicas, estilo e etc).
Pr. Renato Neves – O tema de nosso trabalho é “Venço enquanto Adoro”. Na verdade, estamos aliando uma incessante busca da Presença e da unção de Deus, com a excelência de arranjos e de sonoridade pura e comprometida com o Mover de DEUS. A proposta inicial do CD “Venço Enquanto Adoro” é manifestar de maneira simples, porém ungida, a glória de Deus alcançando e edificando vidas, comprometendo-as a um viver íntimo e saudável com o próprio Espírito Santo de Deus. Nosso produtor Marquinhos Menezes, conseguiu um êxito fantástico ao convidar músicos conceituados no meio gospel, comprometidos com o Reino e aliando a sua coordenação com sensibilidade e entendendo a proposta de louvor e adoração congregacional, dedicou-se com muito amor, carinho e seriedade. Este CD “Venço Enquanto Adoro” apresenta um perfil ousado de uma geração adoradora e vencedora, que não quer viver no conformismo, no comodismo, sem frutos, sem experiências. Com isso, nasce um desejo dentro do coração de se fazer diferença e deságua neste Trabalho, um Ministério de Louvor e Adoração (MILAD) disposto a propagar o Amor de Deus através de vozes ungidas, canções alicerçadas na Palavra de DEUS, letras de uma inspiração do Santo Espírito de Deus !!!
JuventudeWesleyana.com.br – Gravar um CD é um sonho de muitos jovens, igrejas e ministério de louvor. Baseado na sua experiência na área, qual conselho o senhor dá a quem deseja gravar um CD?
Pr. Renato Neves – Em primeiro lugar, gravar um trabalho é um desejo nobre, porém, não deve ser prioridade e sim conseqüência. Conseqüência de que? De uma vida comprometida com Deus e com Sua Obra. Assim como escrever um livro. É importante ter uma proposta séria e com finalidades, objetivos que verdadeiramente busque manifestar a glória e o poder de Deus!
JuventudeWesleyana.com.br – Na sua opinião, é possível um verdadeiro avivamento nos dias de hoje?
Pr. Renato Neves – Sim. Tenho convicção que um verdadeiro avivamento não somente é possível, como também é o desejo do próprio Deus. Recentemente escrevi sobre este tema. Acredito que o que mais precisamos nos dias de hoje sejam homens e mulheres comprometidos com o Senhor, com a implantação de Seu Reino e com Sua Gloriosa Igreja, buscando incessantemente viver uma vida avivada, cheia de Deus e envolvendo-se mais e mais para que vidas sejam alcançadas e entreguem-se a este mover. Precisamos de mais conversão genuína de pessoas ao nosso Senhor Jesus Cristo. Precisamos de mais crentes batizados com o Espírito Santo. Precisamos de mais jovens indo para o Seminário, para se formarem e serem Pastores, Missionários, Missionárias, Evangelistas. Isso é perfeitamente possível, quando se experimenta um AVIVAMENTO GENUÍNO !!!
JuventudeWesleyana.com.br – Deixe uma mensagem para a Juventude Wesleyana.
Pr. Renato Neves – “Participa do meu sofrimento, como bom soldado de Cristo Jesus” (1Tm 2.3). O dicionário define estar envolvido como: “ser participante, ter uma relação bem próxima, ter conexão, estar incluído”. Quando nos envolvemos com alguém, temos conexão com essa pessoa. E, ao fazer nossos planos, temos que pensar nela. Tal pessoa, com quem nos envolvemos, tem participação em nossa vida. Nos dias de hoje precisamos de jovens assim, com este nível de comprometimento. Jovens comprometidos com Deus. Voltando ao Primeiro Amor, isso implica em caminhar com Cristo. Para nos manter em íntima comunhão com o Senhor, precisamos de Jovens que pensem nEle, tempo todo, em todo o tempo. Este é o relacionamento mais importante da nossa vida. Precisamos de Jovens comprometidos com a Igreja. É preciso compreender bem o conceito de Igreja no Novo Testamento, para não confundir Igreja com organizações seculares ou mesmo organizações religiosas. Igreja não é judaísmo melhorado e continuado. Embora exista um só elo entre os salvos de todas as épocas, o cristianismo é um vinho novo colocado em odres novos. A Igreja não é o “reino”. Pertence ao reino que é mais abrangente do que a Igreja. Jesus usava a palavra “Igreja” referindo-se ao corpo maior ou total dos cristãos que Ele estava convocando para constituir o seu povo. Não falava Ele da edificação de uma Igreja local, mas de uma Igreja que seria constituída de todos os crentes em todos os lugares, sem distinção de classe e de raça. Igreja é um povo transcultural, que é capaz de falar qualquer língua, sem tornar frágil sua mensagem. Por isso precisamos de JOVENS com esta consciência, fazendo diferença, manifestando a glória de Deus, crescendo e avançando em Deus, construindo um vínculo de amor, paz, alegria com todos que estão à volta. Esta é a característica do JOVEM WESLEYANO. Não vamos perder isso, nunca!!! Fiquem com Deus pr.renatoneves@uol.com.br